Apesar de ser praticada há mais de um século, ainda se observa que não existe uma conscientização da maioria dos produtores quanto à importância da análise química do solo como ferramenta indispensável para orientar práticas de correção e a adubação, quando da implantação e/ou manutenção de qualquer cultivo.
Razões para caracterizar esta importância não faltam, considerando-se que a calagem e adubação, responsáveis por até 100% do aumento da produtividade dos cultivos, dependem do conhecimento prévio das características químicas do solo. E só a análise química do mesmo permitirá também a identificação de barreiras químicas, a exemplo do alumínio, que poderão prejudicar o desenvolvimento do sistema radicular das plantas.
O conhecimento dos teores de nutrientes disponíveis no solo orientam na formulação das recomendações mais acertadas para a adubação das plantas, evitando-se o desperdício e o uso inadequado de adubos e corretivos e prejuízo, que haveria tanto nas despesas com adubação como na redução das colheitas.
Embora a produção agrícola esteja, em função de outros fatores como sementes e mudas melhoradas e certificadas, controle de pragas, doenças e ervas daninhas e outras práticas agrícolas, aperfeiçoadas, o emprego racional dos fertilizantes se constitui no ponto básico da nossa agropecuária.
As pesquisas mundiais indicam que, num curto prazo, nenhum outro fator causará maior impacto no aumento da produção agrícola do que o uso racional de fertilizantes e corretivos. Por isso é importante que o produtor torne o uso desta prática habitual e rotineira, não negligenciando, e fazendo a análise química do seu solo com antecedência que lhe permita a escolha de um bom calcário, para que sua incorporação ocorra antes da aração e/ou gradagem e adubação. E, também, permitir a aquisição dos adubos recomendados em tempo hábil pois só assim os mesmos serão aplicados nas épocas indicadas para a cultura.
Fonte: Antonia Fonseca de Jesus Magalhães, Engenheira agrônoma, pesquisadora da Embrapa Mandioca e Fruticultura. Responsável pelo Laboratório de Solo e Nutrição de Plantas, no site da ABAMM - Associação Brasileira dos Produtores de Amido de Mandioca
15:20 01.10.2009
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